Ela fala melhor espanhol, e depois que me ouviu falar a palavra metro, ficou bastante feliz. Dela também foi a segunda quebra de preconceito sobre Berlim. A primeira foi um casal de alemães que conversou com o Andrei, e depois nos deu todas as indicações, e passar até folders e conhecimentos gerais sobre a cidade.
Mas Roberta tirou aquele preconceito que se confunde com o frio, a de que os alemães são extremamente ríspidos e sem emoção. ‘Não’, ela disse. ‘eles trabalham muito, mas se divertem também. Quando tiram férias, só querem descansar’. Este foi o papo durante um racha no táxi do aeroporto até o albergue perto das 2h da madrugada. E Berlim encarna exatamente este espírito solidário. As pessoas vão embora do trabalho tomando a sua cerveja. Numa segunda feira a noite, os bares, restaurantes, as ruas estão lotadas. As pessoas param depois do trabalho para se divertir.
A cidade é uma máquina que funciona de forma praticamente perfeita, afinal as pessoas trabalham para isto, e toda esta união pode ser explicada em parte pelas derrotas em muitas guerras e pela separação que o muro de Berlim ainda deixa nas pessoas. Sabem espanhol, por irem muito as praias espanholas. E inglês, por estudarem na escola. E estão sempre prontos a ajudar. Esta é a minha segunda ótima impressão da cidade. As pessoas até se oferecem. Isto era incrível.
Apesar de apenas três dias, pode-se perceber que a solidariedade é uma marca dos alemães. Quando se quer ajudar (e como precisamos de ajuda!!), a língua é uma barreira muito fácil de ser batida. Não é só a cerveja( que de tão boa pode ser tomada quente), mas esta qualidade do alemão poderia ser melhor divulgada para o restante do mundo.
By Hebert Regis